Nem tudo o que penso é pensado pela maioria... bom, acho que a maioria não pensa que eu possa pensar livremente... como não penso o que pensa a maioria, permito-me continuar pensando pois o que penso, penso que seja a expressão exata de quem sou e o que sou, sou porque a vida me fez sê-lo, portanto, serei quem sou pelo simples direito que me foi dado de apenas ser...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Além...
“Além do horizonte deve ter algum lugar bonito pra viver em paz. Onde eu possa encontrar a natureza, alegria e felicidade com certeza...” (Erasmo Carlos/Roberto Carlos)
Uma linda canção, mas esse lugar remete ao desconhecido ‘paraíso’, distante, imprevisível e aparentemente fora do alcance dos olhos e das mãos. Há quem viva sob essa perspectiva, acreditando que a felicidade está anos à frente, sempre distante, dependente de muito trabalho e estudo, de incontáveis aquisições, de certa economia, do peso ideal, da idade certa, de um lugar específico ou mesmo do parceiro que seja a ‘cara metade’ – garantia de um relacionamento perfeito...
Tudo bem concordo que todos os dias devem ser idealizados, batalhados, conquistados a fim de que terminem com saldo positivo de crescimento pessoal, moral, intelectual, emocional, profissional, espiritual e mesmo financeiro. Há que se somar, dia após dia, o valor agregado em conquistas, em aprendizado, em idéias, somam-se também as economias e até mesmo as derrotas, já que estas requerem mais reflexão do que as vitórias e portanto, acrescentam mais ao nosso produto final.
Ocorre, que na contabilidade da vida, créditos e débitos se correspondem e completam a cada instante e ao passo em que se somam os acréscimos tem-se que atentar também para o fato de que cada esforço empreendido, cada pesquisa, cada conquista demandou tempo – o custo de tudo o que foi agregado ao que adquirimos e a quem somos. Ora, diante da constatação de que o tempo nos escapa mesmo quando julgamos tê-lo aproveitado ao extremo, precisamos rever se nossa felicidade não está condicionada a metas cuidadosamente traçadas e, diante da confirmação dessa possibilidade, o caminho é aprender a ser feliz agora mesmo, lançando mão de tudo o que a vida já nos proporcionou;
Sim, o segredo é ser feliz todos os dias, ser feliz com as pequenas coisas, ser feliz com a felicidade alheia, ser feliz com quem passa por nossa vida, mesmo que não seja pra ficar... Muitas viagens valem mais pelo caminho trilhado do que pelo destino sonhado, então, falo de enxergarmos nas pequenas coisas, em cada instante, em cada chance a felicidade possível e real AGORA MESMO, exatamente aqui e assim, quando rompermos a tão sonhada fronteira ‘d´além do horizonte’, não correremos o risco de nos decepcionar com a paisagem, ou deixar de aproveitá-la pelo cansaço com a caminhada até lá ou ainda, se não chegarmos ao final da caminhada como sonhado, não termos a sensação de ter lutado em vão...
“...aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” – Apóstolo Paulo (Filipenses 4.11-13).
sábado, 14 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O vento...
Onde andas tu oh vento?
Eu hoje me perguntei: não estará o ar parado demais?
Vi-me pensando saudosa no vento que tantas vezes bagunçou meu cabelo, cegou minha visão, tirou-me o fôlego, secou meus lábios... mudou a ordem do meu script de vida, sempre tão certinho, sempre tão ordenado, sempre tão do jeito que eu planejei...
O mesmo vento que fez bagunça, que trouxe surpresa e desordem é o vento que me trouxe de longe a brisa de outras paragens, trouxe cheiro de chuva, trouxe brisa do mar, trouxe perfume de flor, cheiro de mato, comida fresca ou café... Vento daqui, vento de longe ou vento de perto... soprou e fez tudo diferente... parou e novamente vi tudo mudar... trouxe frio, mas me fez pensar se ele na verdade não queria me trazer calor, já que por sua causa procurei aconchego e pude me aquecer...
Penso que o vento não tem lugar pra si e passa a vida em busca de uma paz inquieta... Vento solitário passa por nós e de nós leva um pouco, mas quando vem traz um pouco de si que é na verdade, um pouco de cada pessoa e cada lugar por onde passou... quem és tu vento? Quando hás de encontrar teu lugar? Lembra-te de onde começaste e pra lá tenta voltar, aí encontrarás a força que te fez rodar o mundo pra descobrir que não existe lugar melhor pra ser feliz do que aqui... Onde é aqui? Aqui é exatamente onde se quer estar...
Volta vento, cheio de histórias pra contar, mesmo não tendo uma história sua pra me mostrar... aquieta-te perto daquela colina e quem sabe com a vista lá de cima, vejas que sempre há alguém aqui à espera de você...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Se eu pudesse, acordaria sorrindo todos os dias e sorriria com alegria a todos que cruzassem o meu caminho; não permitiria que crianças sofressem privações ou qualquer trauma; não deixaria que mães dedicadas tivessem que sepultar seus filhos, mudando a ordem natural das coisas; faria com que os apaixonados se envolvessem cada vez mais e fossem cada dia mais felizes e cada dia seria sempre... mas há muitas coisas que não posso mudar, há coisas com as quais nem sei lidar, mas são coisas que muito me incomodam e me fazem pensar sobre a melhor forma de reagir a elas e quem sabe amenizá-las até parecerem muito menores do que realmente são... talvez eu nunca consiga mudar tais fatos, mas isso não me impede de continuar tentando!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Pense nisso...
Pense nisso...
“Semeia um pensamento e colherás um desejo; semeia um desejo e colherás a ação; semeia a ação e colherás um hábito; semeia o hábito e colherás o caráter.”
(Tihamer Toth).
Bem, eu sei, faz tempo que não tenho escrito nada e não é por falta de cobrança da Lanna, minha grande amiga...
Hoje estive pensando muito na vida e em como esse mundo está adoecendo. A cada dia ouço mais notícias sobre dor, sobre doença, sobre vida sem qualidade e pessoas que sofrem de causas desconhecidas; por aí se diz que a depressão é o mal do século! Isso me soa quase como uma sentença e fico pensando: “quer dizer então que estou fadada a viver depressiva, isolada, infeliz e só? NÃO! Isso eu não aceito e digo que rejeitem também!
Mas, porquê então, crer que nosso século está contaminado e adoecendo? Algumas doenças são decorrentes da correria da vida moderna, outras são causadas pela forma errada com que nos alimentamos – aumentamos a ingestão de conservantes e toxinas, diminuímos o consumo de nutrientes ausentes nos fast food, mas creio que o verdadeiro grande mal de nosso século é a independência excessiva.
Ao longo da história, pudemos ver o homem lutando por liberdade: seja da escravidão propriamente dita, ou de sistemas legais muitas vezes tiranos, seja de regimes políticos, econômicos ou mesmo dos laços familiares. Com o tempo, essa sede de liberdade e independência foi se convertendo em um isolamento muito mais tirano do que qualquer sistema ou legislação, desaprendemos o que é conviver, esquecemos o que significa sociedade, coletividade e comunidade! Olhe ao redor e note pelos empreendimentos imobiliários: constroem-se apartamentos cada vez menores; e quanto à tecnologia? Há residências onde cada morador tem seu próprio computador o que lhe garante total isolamento da família e do mundo! E os carros versão smart (que geralmente levam apenas duas pessoas), algumas das explicações da indústria automobilística falam em customizar espaço nas grandes metrópoles congestionadas, mas olhe os carros parados no trânsito, você vai ver que cerca de 70% leva apenas uma pessoa e eu penso que isso não decorre apenas de desenvolvimento econômico e melhor distribuição da riqueza.
Grandes autoridades em saúde dizem que muitas doenças são a somatização de velhas emoções destrutivas e sentimentos ruins armazenados ao longo dos anos; especialistas afirmam que doenças do coração, hipertensão e até o ocasionamento de tumores decorrem de mágoas guardadas... bem, meu propósito não é estabelecer um tratado antropológico, mas refletir sobre os caminhos para sobrevivermos! O Apóstolo Paulo escrevendo aos Filipenses, durante o primeiro século da era cristã aconselhou: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Filipenses 4.8). Trocando em miúdos, Paulo, que estava preso ao escrever a carta, exauta a comunhão fraternal entre a comunidade e consegue demonstrar esperança no futuro e gratidão pelo passado, mesmo em meio a circustâncias muito adversas: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4.11-13).
Não estou tratando aqui de confissão positiva, mas de uma atitude corajosa diante das adversidades. Notemos que Paulo precisou “aprender” a viver contente com as circunstâncias e isso não denota conformismo, mas vontade de mudar; é uma insatisfação que rejeita o fracasso e busca uma saída enquanto tira lições das circunstâncias!
Olhe ao seu redor, você não está sozinho no mundo e por mais que as pessoas vivam em isolamento, ainda creio que nossas diferenças não são fruto do acaso, mas servem para olharmos o próximo como alguém que precisa de nós, sem termos vergonha de também precisarmos dele, porque na verdade, esse é o grande bem da vida! “Um ao outro ajudou, e ao seu companheiro disse: Esforça-te.” (Isaías 41.6) Então, que tal ir em busca de alguém que o complete e lhe faça bem? Se nossa sociedade adoeceu, vamos entrar em quarentena deixando de lado tudo o que faz mal! Busque a companhia de pessoas que acreditam na vida, que ainda acreditam no próximo e claro, que acreditem em Deus, contagie-se com essas pessoas e depois, vá contagiar alguém!
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